sem pé by João Tamura x Beiro (com L-ALI)
Tracklist
| 1. | João Tamura x Beiro (com L-ALI) - sem pé | 2:56 |
Lyrics
E em ti piamente acreditei,
Sou aquilo que quiseres - quem nos mente, vira rei.
Sucumbi ao que veemente critiquei;
E o teu nome neste corpo onde para sempre ficarei.
Jurei em prol do nosso bem:
Nunca mais olhar - se quê, ceguei.
Julguei em prol do nosso bem:
Nunca mais acordar - se quê, sonhei.
Que seja teu o califado,
Tantas vezes sou a besta - devo ser um animagus.
Vim cobrar toda a promessa que nós temos atirado;
Pudesse eu não replicar os traumas com que fui criado.
O teu veneno sabe a Deus,
Tens mentiras que cabiam em museus.
Sabes lá do meu silêncio e eu dos teus.
E são quantas despedidas para um adeus?
Se pensar qu’o rio
Secou não sobra nada
Sou a foz onde o rancor em si não cabe
Se nascente foi d’amor cá
Cobre a mágoa
Eras lodo agora longe sem pé nada
No teu apartamento,
Onde não existe tempo.
Com o quê que o vais enchendo? Arrependimentos? Eu entendo-te.
Querias um lugar feliz:
Um lugar melhor; um cinema em cada bairro.
E acabámos na cidade, como touros atirados à vontade de um país .
E perdoa-me se eu fui mais Ulan Bator do que Paris,
As coisas que eu quis, tu nunca as quiseste ter.
Olha aquilo que seríamos e o que pudemos ser;
Para quê ter poesia se nunca soubemos ler?
Amarga a luta, que do amor resulta,
A ter cuidado com palavras tipo estamos sob escuta.
Atira as culpas, e clamas-te enganada?
E eu que ergui bandeira branca a todas tuas encarnadas?
Se pensar qu’o rio
Secou não sobra nada
Sou a foz onde o rancor em si não cabe
Se nascente foi d’amor cá
Cobre a mágoa
Eras lodo agora longe sem pé nada








